quinta-feira, 10 de maio de 2007

biocombustíveis

Bush telefona para Lula para falar sobre biocombustíveis
Os presidentes também falaram sobre a rodada de Doha. Informação é do porta-voz da Casa Branca.


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou nesta quinta-feira (10) para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para conversar sobre a próxima conferência do G-8 na Alemanha, a rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC)e os biocombustíveis, informou o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow. "O presidente Bush ligou para Lula pela manhã, antes da conferência do G8", que acontecerá de 6 a 8 de junho em Heiligendamm (norte da Alemanha), e contará com a presença de representantes de cinco países emergentes, entre eles Brasil e México, declarou o porta-voz.

O telefonema de Bush a Lula acontece poucas semanas após dois encontros pessoais entre os dois presidentes. No início de março o norte-americano esteve em São Paulo, onde encontrou-se com o colega brasileiro (veja vídeo acima) e visitou instalações da Petrobras -ocasião em que discutiram parcerias na área energética, principalmente na produção de biocombustíveis. No final de março foi a vez de Lula visitar Bush nos Estados Unidos.
Bush e Lula "evocaram a situação das negociações na rodada de Doha", acrescentou Snow, pouco tempo depois de seu presidente ter se comprometido numa declaração a "trabalhar energicamente" para encerrar as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente americano, que recebeu o colega brasileiro no fim de março na residência de Camp David, também compartilhou com Lula "do prazer de constatar a crescente cooperação entre Estados Unidos e o Brasil, inclusive no setor dos biocombustíveis", disse Snow, sem dar mais detalhes.

Etanol

Durante a escalada do preço do petróleo no ano passado, Washington se voltou para os países em desenvolvimento e descobriu que o Brasil conta com a tecnologia mais avançada para a destilação e uso do etanol como biocombustível. Embora a questão do etanol também esbarre na imposição de tarifas ao produto brasileiro - o álcool nacional paga US$ 0,14 por litro para entrar no mercado americano, o que acaba com a competitividade do etanol de cana-de-açúcar na América do Norte -, Brasil e EUA já chegaram a um consenso sobre um tema: é preciso formar um mercado mundial para o produto. E este mercado deve começar a crescer com a produção de álcool de cana-de-açúcar na América Central.

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